terça-feira, 17 março, 2026
Notícia Urbana
  • Home
  • Geral
  • Polícia
  • Política
  • País
  • Esporte
  • Colunistas
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Home
  • Geral
  • Polícia
  • Política
  • País
  • Esporte
  • Colunistas
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Notícia Urbana
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Home Últimas Notícias

Mobilização para produzir vacina contra covid deixou legado para o SUS

Tamara Freire - reporter da Agencia Brasil by Tamara Freire - reporter da Agencia Brasil
20 de janeiro de 2026
in Últimas Notícias
mobilizacao-para-produzir-vacina-contra-covid-deixou-legado-para-o-sus

Mobilização para produzir vacina contra covid deixou legado para o SUS

Share on Facebook

No dia 8 de dezembro de 2020, menos de 1 ano após a primeira comunicação oficial sobre as infecções causadas pelo coronavírus, a britânica Margaret Keenan se tornava a primeira pessoa vacinada contra a doença no mundo fora dos ensaios clínicos.

A rapidez, classificada como suspeita por disseminadores de desinformação, na verdade foi uma demonstração do nível de mobilização global para controlar a doença, e uma vitória do acúmulo científico. A avaliação é da diretora do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos da Fundação Oswaldo Cruz (Bio-Manguinhos/Fiocruz), Rosane Cuber, uma das pessoas responsáveis por trazer a vacina ao Brasil. 

A pesquisadora explica que todas as vacinas, mesmo as vacinas de RNA e as de vetor viral, já eram plataformas estabelecidas, que já tinham sido desafiadas e usadas em outras situações.

“Elas só passaram por uma adequação. Não surgiram do nada. Tem muito acúmulo de pesquisa, muito acúmulo de conhecimento que foi aproveitado pro desenvolvimento rápido de novas vacinas”, complementa.

Durante a pandemia, Rosane era vice-diretora de qualidade em Bio-Manguinhos, que é a unidade da Fiocruz responsável pela produção de vacinas, biofarmacos e kits diagnósticos. O instituto trouxe a vacina de Oxford/Astrazeneca para o Brasil, e entregou ao todo 190 milhões de doses ao Programa Nacional de Imunizações.

Rio de janeiro (RJ), 19/01/2026 - Rosana Cuber. Foto: André Rocha/Ascom Bio-Manguinhos

diretora do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos da Fundação Oswaldo Cruz (Biomanguinhos/Fiocruz), Rosane Cuber Foto: André Rocha/Ascom Bio-Manguinhos

O trabalho no instituto teve início assim que os casos de covid-19 começaram a se espalhar pelo mundo. Em março de 2020, no mesmo mês em que a pandemia foi decretada pela Organização Mundial da Saúde, Bio-Manguinhos inaugurou sua produção de testes para o diagnóstico do vírus.

Em paralelo, outro grupo de trabalho dentro da instituição passou a prospectar vacinas em desenvolvimento, para identificar qual poderia ser trazida ao Brasil por meio de um contrato de transferência de tecnologia.

As negociações com a Universidade de Oxford e a farmacêutica Astrazeneca começaram em agosto do mesmo ano e logo exigiram adaptações no instituto, a começar pela construção de um arcabouço jurídico que permitisse a transferência de tecnologia de um produto que ainda não estava pronto.

“A gente conseguiu porque nós paramos todas as outras atividades do instituto. Os grupos todos se voltaram para esse único objetivo de trazer a vacina, com muitos treinamentos diários”.

“A gente teve uma mobilização da sociedade civil também muito grande para poder facilitar a compra de equipamentos, insumos, material”.

Transferência de tecnologia

A primeira leva da vacina Oxford/Astrazeneca, com 2 milhões de vacinas prontas, chegou ao Brasil em janeiro de 2021, dias após a aprovação de uso emergencial pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A aplicação começou no dia 23 de janeiro.

Já a partir de fevereiro, apenas o ingrediente farmacêutico ativo (IFA) da vacina continuou a ser importado, e o instituto passou a fazer o envaze, a rotulagem e o controle de qualidade nas suas próprias instalações.

As vacinas seguem agora para o Controle de Qualidade interno de Bio-Manguinhos, onde uma análise minuciosa irá garantir a sua integridade e segurança (foto: Bio-Manguinhos/Fiocruz)

Controle de Qualidade interno de Bio-Manguinhos durante a produção das vacinas contra covid-19 foto: Bio-Manguinhos/Fiocruz

Enquanto isso, lembra Rosane, áreas produtivas foram adaptadas para a última etapa da transferência de tecnologia: a produção do IFA em solo nacional. A partir de fevereiro de 2022, a população passou a receber a vacina 100% brasileira.

Rosane Cuber ressalta que todo esse processo foi facilitado pelas capacidades que Bio-Manguinhos já possuía, como principal laboratório público de desenvolvimento de vacinas do Brasil. A diretora explica ainda que a Anvisa acompanhou todo o processo de perto, reforçando a segurança da vacina.

“A gente já tem uma história muito grande de fazer transferência de tecnologia e de produzir aqui. Então, realmente, só foi possível porque Bio-Manguinhos tinha capacidade instalada. A gente já tem vacinas que são completamente nacionalizadas, que são produções nossas de muitos anos. E que possibilitaram não só um conhecimento técnico, mas também uma capacidade industrial instalada”

Legado

A produção da vacina pela Fiocruz foi interrompida com o fim da pandemia, depois que outras vacinas mais modernas passaram a ser adquiridas pelo Ministério da Saúde. O imunizante produzido pelo instituto foi o mais utilizado no Brasil em 2021, ano em que a imunização começou no Brasil. Especialistas estimam que 300 mil vidas foram poupadas apenas neste primeiro ano

“Só o fato da gente ter conseguido contornar e bloquear a covid no Brasil, isso por si só já bastaria como legado. Mas, além disso, esse processo nos deixou qualificados e com a estrutura fabril pronta para outros produtos que são importantes também para os SUS” afirma a diretora de Bio-Manguinhos.

Uma das heranças diretas desse período é a pesquisa para criar uma terapia avançada para o tratamento da atrofia muscular espinhal (AME), doença rara e degenerativa que leva à perda da força muscular, afetando a mobilidade e até a deglutição e a respiração. Os medicamentos disponíveis chegam a custar R$ 7 milhões.

A terapia criada por Bio-Manguinhos utiliza uma plataforma de vetor viral, a mesma utilizada na vacina de Oxford/Astrazeneca. A Anvisa já autorizou os estudos clínicos para verificar a eficácia do medicamento, que devem começar este ano.

“São terapias caríssimas e que a gente vai conseguir fazer uma redução aí significativa de custo pro SUS”, reforça Rosane.

Este ano também começam os testes em humanos de uma vacina contra a covid-19 utilizando a tecnologia de RNA mensageiro, a mesma utilizada na vacina da Pfizer, por exemplo. Rosane Cuber explica que a plataforma já estava sendo estudada no instituto para o tratamento do câncer, mas a criação de vacinas de mRNA durante a pandemia abriu os horizontes de pesquisa também para essa finalidade. 

Rio de Janeiro (RJ), 07/05/2025 – Bio-Manguinhos/Fiocruz realiza 9º Simpósio Internacional de Imunobiológicos. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

“Covid é um vírus que veio para ficar. Hoje, ele não é mais pandêmico, mas a gente ainda tem surtos. Se eu produzo essa vacina nacionalmente, eu reduzo o preço, e tem uma questão de soberania. Com uma vacina 100% nacional, você não precisa depender de ninguém”, defende Rosane Cuber.

O desempenho do instituto da Fiocruz durante a pandemia também aumentou a sua projeção global. Bio-Manguinhos é um dos seis laboratórios no mundo escolhidos como centro de produção pela Coalização para Inovações em Preparação para Epidemias. Isso significa que, se uma nova epidemia ou pandemia acontecer, o laboratório brasileiro será acionado e receberá informações em primeira mão para desenvolver e produzir vacinas para toda a América Latina. 

O Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos da Fiocruz também foi escolhido pela Organização Mundial da Saúde como hub regional para o desenvolvimento de novos produtos com a plataforma de rna mensageiro. Rosane destaca a importância desse reconhecimento, considerando que Bio-Manguinhos é um laboratório público.

“O nosso direcionamento não é o lucro, mas sim aquilo que é lucro para sociedade. A gente faz entregas para a população brasileira” 

Tamara Freire - reporter da Agencia Brasil

Tamara Freire - reporter da Agencia Brasil

RelacionadaPostagens

pouco-mais-da-metade-das-industrias-planeja-investir-em-2026
Últimas Notícias

Pouco mais da metade das indústrias planeja investir em 2026

17 de março de 2026
entidades-repudiam-morte-de-medica-por-pms-no-rio
Últimas Notícias

Entidades repudiam morte de médica por PMs no Rio

17 de março de 2026
publicado-texto-do-cmn-sobre-credito-para-cidades-atingidas-pela-chuva
Últimas Notícias

Publicado texto do CMN sobre crédito para cidades atingidas pela chuva

16 de março de 2026
senado-vai-premiar-instituicoes-que-combatem-violencia-contra-a-mulher
Últimas Notícias

Senado vai premiar instituições que combatem violência contra a mulher

16 de março de 2026
oscar-2026:-o-agente-secreto-encerra-campanha-sem-premios
Últimas Notícias

Oscar 2026: O Agente Secreto encerra campanha sem prêmios

16 de março de 2026
moraes-autoriza-transferencia-de-condenados-no-caso-marielle-para-rj
Últimas Notícias

Moraes autoriza transferência de condenados no caso Marielle para RJ

15 de março de 2026

Notícias Recentes

Débitos veiculares devem estar no radar de quem pretende vender ou transferir o carro

Débitos veiculares devem estar no radar de quem pretende vender ou transferir o carro

17 de março de 2026
inss-suspende-emprestimos-consignados-do-c6-e-cobra-devolucao-de-r$-300-milhoes-–-jovem-pan

INSS suspende empréstimos consignados do C6 e cobra devolução de R$ 300 milhões – Jovem Pan

17 de março de 2026
saiba-o-que-muda-para-plataformas-e-usuarios-com-o-eca-digital-–-jovem-pan

Saiba o que muda para plataformas e usuários com o ECA Digital – Jovem Pan

17 de março de 2026
bahia-supera-vitoria-pela-3a-rodada-do-brasileiro-feminino

Bahia supera Vitória pela 3ª rodada do Brasileiro Feminino

17 de março de 2026

Expediente

Diretor de jornalismo: Everaldo Cabral
E-mails: [email protected]
[email protected]
Telefone: 22 992265652

Colaboradores

Todos os colunistas colaboradores, efetivos ou eventuais do jornal Notícia Urbana, o fazem de forma espontânea e sem nenhum vínculo empregatício com o veículo

Importante

Todo material dos colunistas publicado neste jornal é inteira responsabilidade dos autores, não sendo, necessariamente, a opinião do veículo de comunicação

Siga-nos

  • Sobre
  • Politica de Privacidade
  • Comercial
  • Contato

Notícia Urbana 2025 © by Rede Aurora de Comunicação.

Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Home
  • Geral
  • Polícia
  • Política
  • País
  • Esporte
  • Colunistas

Notícia Urbana 2025 © by Rede Aurora de Comunicação.

Welcome Back!

Login to your account below

Forgotten Password?

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Log In

Add New Playlist