Em boa parte do país, as aulas começaram nesta segunda-feira (7) nas redes pública e privada. Na região, a única cidade que não deu início ao ano letivo na rede municipal foi Campos. O município alega preocupação com os alunos na faixa etária de 5 a 11 anos, como se o coronavírus soubesse a idade de quem será contaminado, e justifica que o percentual ainda está pequeno de crianças vacinadas.
Apesar da justificativa da prefeitura, basta percorrer algumas escolas municipais para obervar o verdadeiro estado de abandono. Não seria esse, na verdade, o motivo para o adiamento das aulas na rede municipal de ensino? Pátio com matos por toda a parte, brinquedos caindo aos pedaços, ventiladores quebrados, quadro negro sem condições de uso e uma infinidade de problemas são constados. Ex-alidado do prefeito Wladimir Garotinho, o vereador Maicon Cruz preparou uma espécie de dossiê sobre o abandono geral da educação na cidade e encaminhou ao Ministério Público. O MP, aliás, quis a volta às aulas presenciais para todos os alunos de Campos, mas teve a liminar indeferida pela justiça, que garantiu que fosse mantida a suspensão das aulas até o início de março.
O MP disse que vai recorrer da decisão e, caso tenha revés favorável, ainda há possibilidade de que às aulas presenciais voltem antes de março. Fato é: ainda que as aulas na rede municipal de ensino retornassem nesta segunda-feira, crianças seriam submetidas a condições de estudos precários em boa parte das instituições de ensino de Campos. A reportagem do jornal Notícia Urbana entrou em contato com a assessoria da prefeitura de Campos e aguarda posicionamento.









