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O Dia da Marinha do Brasil: Os almirantes campistas – Por Matheus Alvarenga

Nurbana by Nurbana
12 de junho de 2024
in Geral
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Nesta última terça-feira (11), foi comemorado o Dia da Marinha. A data é tradicionalmente celebrada no dia em que se desencadeou a Batalha Naval do Riachuelo, em 11 de junho de 1865.

A Guerra do Paraguai (1865–1870) representa o maior conflito armado da história do continente sul-americano. O Brasil Império, Argentina e Uruguai uniram forças e formaram a Tríplice Aliança para enfrentar e derrotar Francisco Solano López, ditador do Paraguai.

Dentro deste contexto, ocorreu o maior combate naval já travado pela nossa Marinha de Guerra no Arroio Riachuelo, na fronteira da Argentina com o Paraguai. A Batalha Naval do Riachuelo é considerada um marco na história da Guerra do Paraguai. Após um encontro sangrento entre as marinhas do Brasil e Paraguai, os mais de dois mil marinheiros brasileiros sob comando do Almirante Barroso conseguiram derrotar os paraguaios após uma série de combates complexos e sangrentos. A marinha do Paraguai estava praticamente aniquilada. A vitória do Brasil neste embate histórico acabou por frustrar os planos ofensivos de Solano López. A partir desta batalha, as forças paraguaias se viram obrigadas a recuar cada vez mais para o interior de seu território, cedendo toda navegação dos rios da prata para o controle da Marinha do Brasil. Neste texto, conheceremos um pouco da história destes ilustres heróis campistas que também participaram da Guerra do Paraguai.

OS ALMIRANTES CAMPISTAS

Os Almirantes são oficiais do mais alto nível hierárquico da Marinha, estando eles no topo do oficialato. Comparando com o Exército, eles são uma espécie de “Generais do Mar”.

De Campos dos Goytacazes saíram dois bravos almirantes: Luís Filipe de Saldanha da Gama e Dionísio Manhães Barreto.

DIONÍSIO MANHÃES BARRETO.

O Almirante Dionísio Manhães Barreto foi um militar que nasceu em Campos, no dia 21 de março de 1842. Diferentemente de Saldanha da Gama, Dionísio é um militar cuja história é pouco conhecida em nossa cidade.

Dionísio ingressou como Aspirante na Marinha em 8 de março de 1862. Desta data em diante, o militar acumulou diversas promoções de patente em um curto espaço de tempo. Antes de ocorrer a Guerra do Paraguai, em 1864, já era Segundo-Tenente da Marinha, e no decorrer do conflito foi galgando posições até alcançar a patente de Capitão-Tenente.

Enquanto era Segundo-Tenente, Dionísio desempenhou um papel importantíssimo na Batalha do Itapiru (1866).  A bordo do encouraçado Tamandaré, recebeu da artilharia inimiga uma pesada descarga de fogo, que acabou por desencadear um grande estrago no navio, deixando dezenas de militares mortos e feridos. Na falta de comando e com o navio prestes a ser apresado, Dionísio, numa ação heroica, tomou o controle do navio e conseguiu retornar com a embarcação até o ancoradouro, evitando assim um desastre maior. No fim da guerra, Dionísio recebeu a Medalha da Campanha do Paraguai. 

Ao longo dos anos, Dionísio ascendeu aos mais altos postos da marinha e recebeu também as insígnias de oficial da Ordem da Rosa, da de São Bento de Avis e de cavaleiro das ordens do Cruzeiro de Cristo. 

Após o Golpe Republicano de 1889, Dionísio continuou servindo à Marinha na República, e em 1890 foi promovido a Contra-Almirante pelo então Presidente Deodoro da Fonseca. Na República, o Almirante também se aventurou na política, sendo bem-sucedido em suas empreitadas eleitorais. Em 1890, foi eleito deputado estadual pelo Rio de Janeiro. Além disso, também participou da promulgação da primeira Constituição Republicana do Brasil em 1891.

Dionísio foi também um dos signatários do Manifesto dos Treze Generais de 1893. O manifesto era uma carta aberta direcionada ao Floriano Peixoto (vice-presidente em exercício) exigindo a convocação de novas eleições. Floriano, que era muito conhecido pelo seu autoritarismo, mandou prender todos os oficiais envolvidos no manifesto. Deste modo, muitos oficiais iniciaram uma revolta militar, utilizando os navios mais poderosos da esquadra para ameaçar Floriano Peixoto. A história deste ilustre militar é pouco documentada, portanto, não sabemos ao certo como foi a sua participação na revolta da armada. 

Após o término da revolta e com a saída de Floriano Peixoto do governo, vários oficiais receberam indultos, retornando assim, aos mais altos escalões da marinha, assim como Dionísio, que ainda foi promovido a Vice-Almirante em 1902 e ocupou a vice-presidência do Conselho Naval. 

Dionísio Manhães Barreto faleceu em 31 de março de 1907.

LUÍS FILIPE DE SALDANHA DA GAMA.

Saldanha da Gama foi um militar que nasceu também em Campos, no dia 7 de abril de 1846, na chácara de seu pai, numa casa que ficava onde hoje se encontra o prédio do Fórum Maria Tereza Gusmão de Andrade, na beira-rio.

Ainda menino, estudou no Colégio D. Pedro II, no Rio de Janeiro, e nesta instituição Saldanha da Gama se formou Bacharel em Letras. Após se formar, em 1861, o futuro militar prestou concurso para a Marinha do Brasil e foi aprovado em 1° lugar.  

Saldanha da Gama, apesar de ser muito jovem, era conhecido pela sua educação fina e sua formação erudita. Ele falava português, francês, espanhol, inglês e alemão. Além disso, era um grande conhecedor dos Tratados Navais, Direito Internacional e História Militar. Saldanha da Gama também era um excelente músico. Segundo as suas biografias, Saldanha da Gama tocava tantos instrumentos, que era conhecido como “uma banda de um homem só”.

Durante a crise existente na região do Prata, o militar participou de ações militares no Uruguai e na Argentina. Com o estourar da Guerra do Paraguai, assim como Dionísio, Saldanha da Gama foi enviado para o campo de batalha. É necessário frisar que foram diversas as ações de bravura de Saldanha da Gama durante a guerra do Paraguai. Cabe nesta oportunidade destacar um combate realizado corpo a corpo em que Saldanha da Gama, na qualidade de primeiro-tenente esteve envolvido. 

Em fevereiro de 1868, a Marinha do Brasil havia rompido as defesas da Fortaleza de Humaitá, tomando então a mais importante fortaleza dos paraguaios. Saldanha da Gama notou uma movimentação suspeita de paraguaios tentando romper o cerco dos brasileiros por um pequeno riacho. Após se certificar de que eram os soldados de Solano López, o marinheiro tomou uma lancha e, junto de seus oficiais, sairam à procura dos desertores paraguaios. Durante as abordagens, ocorreram combates mortais nas embarcações brasileiras. Em carta enviada ao seu pai, D. José de Saldanha da Gama, o oficial relata: 

“[…] Pela primeira vez fui forçado a usar a minha espada a fim de concorrer para a defesa própria. Fui forçado a dar um golpe de punho em um oficial paraguaio que saltou dentro da minha lancha de espada erguida sobre a minha cabeça, deixando o cuidado de matá-lo a um marinheiro que abateu com uma pancada de remo sobre o crânio[…].”

Após o conflito, Saldanha da Gama se ocupou em escrever artigos e estudar aprofundadamente a defesa naval do Brasil. Além disso, participou de diversas exposições científicas internacionais, estando ele presente nas exposições da Filadélfia (1876), Buenos Aires (1882) e Viena (1873). Em 1883, foi designado pelo Imperador D. Pedro II para transportar uma comissão científica para Punta Arenas, para observar a passagem de Vênus pelo disco solar a bordo da corveta Parnaíba.  

O marinheiro também foi agraciado pelo Imperador com as insígnias de oficial da Ordem da Rosa, da Ordem de São Bento de Avis e de cavaleiro das ordens Cruzeiro e de Cristo.

Em agosto de 1889, já promovido a Capitão de Mar e Guerra, realizou o transporte do Imperador D. Pedro II até a Ilha Grande, de lá o monarca assistiria aos treinamentos da armada. Saldanha da Gama comandou o encouraçado Riachuelo (um dos mais poderosos navios de guerra da época) e colocou o navio em simulação de guerra, pondo para funcionar todas as engrenagens e bocas de fogo do navio.

Meses depois, viajou para Washington com a missão de representar o Brasil num congresso nos EUA. Durante sua estadia no país, o então Capitão de Mar e Guerra recebeu a notícia do Golpe da República que destronou o Imperador em 15 de novembro de 1889. O militar nunca aceitou o Golpe da República como um fato consumado, ele era um militar contra o militarismo, entretanto, apesar do seu desprezo pela República, continuou servindo à marinha.

Durante a primeira revolta da armada, Saldanha da Gama é promovido a Contra-Almirante por Deodoro da Fonseca. Vale destacar que o Almirante não participou da revolta militar, permanecendo fiel ao governo de Deodoro até a renúncia deste presidente.

Em 7 de abril de 1892, foi nomeado diretor da Escola Naval, permanecendo dedicado em reorganizar a Escola Naval e preparar os jovens marinheiros da próxima geração. Entretanto, após estourar a Segunda Revolta da Armada, o então diretor da Escola Naval teve muito trabalho para segurar o ímpeto revolucionário de seus alunos. Após Saldanha da Gama se posicionar de maneira neutra perante o conflito, muitos alunos começaram a abandonar a Escola Naval por conta própria, embarcando nos navios rebeldes. Essa situação acabou por deixar o diretor da Escola Naval em posição delicada com o governo. Vale destacar que Saldanha da Gama era visto com bons olhos pela juventude da marinha, era conhecido por ser um mestre, um pai, um homem admirável, cujo senso de justiça, dever e caráter se fazia sentir por todos os lugares onde ele passava, mas nem essas reconhecidas reputações do mestre foram capazes de conter a revolta dos jovens marujos.

Porém, durante a Segunda Revolta da Armada, mesmo após tanto relutar, o diretor da Escola Naval acabou sendo “arrastado para a revolução” ao lado do Almirante Custódio de Melo na luta contra Floriano Peixoto. 

Saldanha da Gama entrou com muita determinação na revolta, mas já era tarde, a Marinha dos EUA impediu que o Almirante prosseguisse com o bloqueio naval no Rio. Após atacar diversas ilhas em Niterói e tomar de assalto o Forte da Ponta da Armação, Saldanha da Gama deixa o Rio de Janeiro asilado num navio de guerra português, após deixar um rastro de destruição na Baía de Guanabara.

Em 1894, assumiu o Comando da Revolução Federalista e veio a falecer na Batalha de Campo Osório em junho de 1895, após ser atacado pelas tropas sob comando do caudilho Júlio de Castilhos.

 

historia

 

*Matheus Alvarenga Gonçalves é um pesquisador e acadêmico do 6° período do curso de História da Universidade Federal Fluminense. Tem como principal área de pesquisa a História do Brasil Imperial.

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