Agentes da Polícia Civil do Centro de Campos pegaram depoimento, ao longo dessa semana, de mais pessoas que eram próximas ao empresário e professor Diogo de Nadai, suspeito de ser o mandante do assassinado da jovem engenheira Letycia Fonseca. De acordo com a polícia, foram escutados, a obstetra dela, a mulher de Diogo, um motorista de Uber e um corretor de imóveis, responsável pelo aluguel de um apartamento em que Diogo estava montando para supostamente morar com Letycia.
A obstetra de Letycia disse que já tinha a atendido no ano de 2018, quando a gestação infelizmente evoluiu para um aborto inevirutável. Disse que consultou a jovem de 5 a 6 vezes, não se recordava se ela teria ido acompanhada de Diogo a alguma consulta e finalizou relatando que estava muito feliz com a gravidez, compartilhando várias descobertas, conversava de várias coisas que tinha comprado e era sempre muito tranquila e agradável.
À polícia, um amigo pessoal do suspeito/mandante há 10 anos relatou que o conhecia como um homem casado com sua esposa, havia relacionamento normal de casal, o matrimônio se apresentava de forma típica, sabia muito pouco da existência da Letycia, mas pensava que era uma “ficante”, com encontros fugazes e passageiros. O suspeito/mandante nunca conversou com ele sobre a vítima, não sabia da gravidez e acredita que nenhum outro amigo soubesse. No dia do crime o suspeito/mandante lhe confessou que o filho era dele.
Os agentes ouviram novamente a esposa do suspeito/mandante que estava totalmente abalada emocionalmente, nunca soube da existência de Letycia, se disse estar arrasada como todos, disse que no dia posterior ao crime o suspeito/mandante lhe contou que havia traído há apenas 8 meses, que ela engravidou assim que eles começaram a se encontrar e que o filho realmente era dele. Acrescentou que, todas as vezes que ele dormia fora de casa, ele lhe dizia que estava dormindo na clínica de tratamento psiquiátrico. Finalizou dizendo que não teve mais contato com o suspeito/mandante, nem quer ter, desejando se separar.
Por fim, os policiais colheram depoimento da corretora de imóveis, que alugou o apartamento que o suspeito/mandante estava montando para morar com Letycia, a qual contou que ela, em todas as vezes, estava sozinha, grávida, se mostrava uma mulher muito tranquila, sem preocupação, mas que nas conversas se referia ao suspeito/mandante como “COMPANHEIRO” e “MARIDO”. A entrega das chaves do apartamento ocorreu no Sábado de carnaval, dia 18/02/2023, 12 dias antes do crime, ocasião que o suspeito/mandante estava presente, fazendo o estilo “protetor”, tratando tudo com muito cuidado, comentando até sobre tela de proteção para os gatos ficarem seguros. Finalizou dizendo que Letycia era uma menina muito serena, aparentou ser justa e honesta, pois tratou com muita tranquilidade a negociação, o envio de documentos e até mesmo no pagamento da caução no valor de R$ 6.600,00.









