Moradores do Parque João Maria, Capão e Parque Aurora estão revoltados com a sensação de impunidade no bairro desde que descobriram que uma menina de 9 anos fora vítima de estupro e maus-tratos. A criança está internada há mais de 15 dias e, no hospital particular da cidade, os médicos descobriram que ela também teve o hímem parcialmente rompido, ou seja, fora abusada sexualmente. Revoltados, moradores da Travessa Paravidino, vila onde a criança mora, colocaram faixas e cartazes para chamar atenção da polícia, que se limitou a informar que as investigções correm em segredo.
Nesta sexta-feira (12), pai e mãe da criança se desenteram com moradores do bairro que colocaram faixas e cartazes em forma de protesto. “Eles querem abafar o assunto. A Polícia Civil, por sua vez, não dá nenhuma satisfação do que aconteceu e nem do que está acontecendo”, disse uma moradora, lembrando que à sociedade espera também um posicionamento por parte do Conselho Tutelar que deveria está acompanhando o caso.
Neste sábado (13), mais um protesto aconteceu no bairro. Moradores se reuniram na entrada da vila para protestar. A PM foi chamada e observou protesto pacífico. Os pais, claro, não deram as caras. Irritados por ter tido a identidade revelada pelo jornal NU, decidiram entrar com ação na justiça, pedindo a retirada da matéria publicada anteriormente.
No dia 9 deste mês, o jornal Notícia Urbana publicou reportagem mostrando que, para a polícia, os pais são considerados suspeitos. Os genitores, que estão à solta pelas ruas do bairro, negam qualquer violência. Segundo eles contaram para vizinhos mais próximos, a menina havia sido abusada sexualmente na escola. A versão, no entanto, é no mínimo questionável, já que pai e mãe não procuraram nenhuma autoridade para relatar os possíveis abusos ocorridos na escola. Mais do que isso: os dois terão que justificar o porquê de a filha ter dado entrada na unidade hospitalar desnutrida, sem banho, com fungos na cabeça e com a saúde de um modo geral totalmente debilitada.
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