A primeira sessão ordinária da Câmara de Vereadores de Campos, em 2023, que aconteceu nesta quarta-feira (15) sob o comando do novo presidente, Marquinho Bacellar, foi marcada por discussão e aprovação da Proibição do uso de linguagem neutra ou linguagem não-binária nas publicações, propagandas publicitárias e mídias da Prefeitura. O projeto, do vereador Anderson de Matos – que agora também é o líder da oposição, foi aprovado pela maioria. Na tribuna, ele defendeu que o emprego do gênero neutro, como a expressão “Todes”, “deturpa a Língua Portuguesa”. Algumas de suas justificativas foi a ‘proteção da língua’ e que o termo seria “pseudo-inclusivo”.
Outro projeto polêmico, só que do vereador Juninho Virgílio (União), abordou o uso de arma de fogo por integrantes da Guarda Civil Municipal (GCM). Aprovado pela maioria, com um voto contra -do vereador Maicon Cruz (PSC)- e uma abstenção -do vereador Bruno Vianna (PSD)- o anteprojeto sobre o uso da arma de fogo pela GCM causou burburinho no plenário. Vereadores como Maicon Cruz defenderam a importância da qualificação adequada aos agentes da Guarda para que depois, então, eles possam fazer uso do armamento. O anteprojeto será encaminhado ao executivo para que o mesmo elabore um projeto que retornará, posteriormente, à Câmara Municipal.
Juninho Virgílio disse que não tem como pensar numa Guarda Civil Municipal forte, sem estar armada. “Teremos uma audiência pública para tratar sobre o assunto, que é polêmico, mas temos que tratar. Equipar a Guarda é dar mais segurança à população e aos agentes,” pontuou ressaltando, ainda, que outros Guardas Civis Municipais, de outras cidades, estarão na Casa legislativa para compartilhar experiências sobre a questão em suas realidades.









