Quem esteve na Câmara de Campos na tarde desta terça-feira (5) para assistir mais uma tumultuada sessão plenária se surpreendeu com a proibição de entrada do público naquela que deveria ser à Casa do Povo. Revoltadas, muitas pessoas se estranharam em frente da Câmara, e a Polícia Militar interveio para dispersar o tumulto.
Pelo lado de dentro da casa, os vereadores de oposição disseram que a assessoria da Câmara Municipal de Campos informou, poucos minutos antes, que a sessão ordinária seria fechada para o público e aberta apenas para a imprensa. O motivo é a repetição de tumultos registradas nas últimas reuniões. Na semana passada, o encontro do dia 30 foi suspenso após constantes manifestações do público presente.
O vereador Marquinho Bacelar, líder da oposição, disse que impedir à população de assistir a sessão é uma forma de tentar enfraquecer o grupo formado pelos 13 vereadores, contudo, a intenção será em vão. “Não vão nos enfraquecer e nem nos calar. É um absurdo. Eu repudio por completo a administração de Fábio Ribeiro. Viramos piada em todo o Estado”, bradou.
Marquinho destacou ainda que irá pedir a troca de um funcionário da empresa contratada pela segurança da Câmara, já que ele teria fechado a porta e deixado a chave na maçaneta de modo que, caso acontecesse algum sinistro, todos que estavam no plenário teriam apenas uma porta para sair.
Na última sexta (1), Fábio Ribeiro disse que pretendia incluir a Reforma da Previdência dos servidores municipais entre as pautas desta terça. Questionado sobre a transferência de data para a discussão do tema, Fabio Ribeiro disse apenas que tem esses dias para fazer acordos com sindicalistas e vereadores de oposição.









