O cenário econômico e político do Norte Fluminense ganhou novos contornos com a primeira visita oficial do pré-candidato ao Governo do Estado do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, ao complexo portuário do Porto do Açu, localizado em São João da Barra. O encontro, ocorrido na tarde de terça-feira, transformou radicalmente a percepção do político da capital em relação ao verdadeiro potencial de desenvolvimento que a região carrega. Conhecido historicamente por sua magnitude no setor de óleo, gás e transição energética, o empreendimento foi classificado por Paes de maneira superlativa, superando as expectativas prévias que ele mantinha antes de percorrer as instalações.
Até o momento da comitiva, o pré-candidato costumava se referir ao porto como a grande joia da coroa do território fluminense. No entanto, ao se deparar com a realidade operacional e com a robustez logística do espaço, o político corrigiu sua própria analogia, enfatizando que o complexo representa, na verdade, a própria coroa por inteiro. Essa mudança de postura sinaliza o peso estratégico que o Norte do estado deve assumir em um eventual plano de governo, elevando a relevância do polo industrial nas discussões de macroeconomia do Rio de Janeiro.
Mais do que uma agenda técnica de vistoria, o evento serviu como uma importante vitrine de articulação política regional. Paes cumpriu o itinerário ladeado por lideranças de peso, consolidando alianças com figuras expressivas do cenário local. Entre os presentes estavam as prefeitas Carla Caputi, de São João da Barra, e Yara Cinthia, de São Francisco de Itabapoana, além da deputada estadual Carla Machado e do pré-candidato ao Senado, Pedro Paulo. Essa forte presença feminina e de gestores municipais evidencia a tentativa de alinhar as demandas do interior às propostas da chapa majoritária metropolitana.
Apesar do tom de deslumbramento com a iniciativa privada e a engenharia do local, a visita também serviu para trazer à tona as históricas cobranças sobre o poder público. Eduardo Paes ponderou que a evolução do Açu esbarra na lentidão do Estado em entregar as contrapartidas necessárias para garantir o pleno escoamento de riquezas. O maior gargalo apontado pelas lideranças e empresários gira em torno da malha rodoviária. A falta de acessos pavimentados e estruturados compromete diretamente a competitividade internacional do complexo, tornando as melhorias logísticas das estradas locais o principal compromisso cobrado do pré-candidato para o fortalecimento do comércio e da atração de novos investimentos no Norte Fluminense.









