A peça “Leopoldina Carolina Josefa – A Libertadora do Brasil”, apresentado neste sábado (3), no Teatro Municipal Trianon, apresentou uma interessante visão da importância de Dona Leopoldina, na história da independência do país. Sucesso no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, o espetáculo encantou o público campista. O evento teve o apoio da Prefeitura de Campos, por meio da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima (FCJOL), sendo prestigiado por sua presidente, Auxiliadora Freitas.
Escrita por André Faxas, a montagem trouxe um interessante recorte histórico da vida de Dona Leopoldina, primeira imperatriz do Brasil. Em seu leito de morte, a personagem relatou sua vida no país e os fatos históricos dos quais participou. Junto da jovem Leopoldina – vinda da Áustria, já casada, por procuração, com D. Pedro I –, a imperatriz mostrou seu legado de dedicação aos pobres, exercendo a caridade e a compaixão, sobretudo, com a população negra, mostrando-se contrária ao regime de escravidão e sendo voz isolada na Corte.
A difícil convivência de Leopoldina com sua sogra, Dona Carlota Joaquina e a infidelidade de D. Pedro, principalmente com Domitila de Castro, a Marquesa de Santos, mostraram seu sofrimento. No âmbito político, Leopoldina se revelou como importante agente na articulação do rompimento com as cortes portuguesas, junto de José Bonifácio, tendo como resultado a independência do Brasil. Sua morte, em 11 de dezembro de 1826, no Palácio de São Cristóvão, Rio de Janeiro, encerrou o ciclo da personagem tão importante é tão renegada pelos livros de história.
Com direção de Sérgio Telles, a montagem foi encenada por Carol Faxas, Elaine Vieira, Jeremias Flôres, Maria Zenayde, Ricardo Góes, Helder Renovato, Iasmim Caetano, Alexandra Carla e André Faxas. A peça teve produção executiva e figurinos de Patrícia Fiorani, operação de som de Juliana Gomes, iluminação de Ademir Lamego, cenotécnica de Wellington Leite, fotografia de Michael Menezes e Thayná Soeiro e filmagem de Walter Santos.








