A família de Gabriel Couto – um jovem de 18 anos morto após colidir a moto em que estava contra um poste em Campos durante uma perseguição policial no último fim de semana – contesta veementemente a versão apresentada pela Polícia Militar de que ele fosse criminoso. Em relatos emocionados nas redes sociais, familiares buscam esclarecimentos e negam as acusações de que o rapaz estaria envolvido em assaltos na região da Pelinca, o que teria motivado a perseguição policial.
Gabriel estava numa moto que colidiu com um poste na Avenida Alberto Torres, no Parque Leopoldina, na madrugada do último sábado (11). Ele ainda chegou a ser socorrido e levado para o Hospital Ferreira Machado, onde morreu após dar entrada. O outro rapaz que estava com ele no veículo segue internado.
De acordo com a Polícia Militar, a dupla não respeitou a ordem de parada e foi inciada a perseguição. Após a colisão, os PMs identificaram que a moto estava com o chassi e o motor adulterados, indício de que o veículo fosse roubado. A PM também informou que, tanto ele quanto o outro rapaz que estava na mesma moto, são suspeito de envolvimento com o tráfico de drogas.
Jonas Siqueira, pai de Gabriel, expressou a dor da perda e a indignação com a narrativa oficial. Segundo ele, embora o filho não fosse perfeito, a família se esforçava para orientá-lo e preferia que ele estivesse preso a ter a vida interrompida dessa forma. O pai ressalta que, ao contrário do que foi divulgado, nenhum material ilícito ou armamento foi encontrado com o jovem que justificasse a ação.
A defesa da família agora foca em cobrar transparência das autoridades competentes. Jonas informou que já procurou a delegacia e pretende acionar o Ministério Público para garantir que o caso seja investigado a fundo. O objetivo é que a dinâmica dos fatos seja esclarecida e que a justiça seja feita, limpando a memória de Gabriel e trazendo respostas para uma mãe que, abalada, ainda não conseguiu sair do quarto do filho.
O caso segue sob investigação para apurar se os procedimentos adotados durante a perseguição foram condizentes com os protocolos de segurança.
O corpo foi velado em uma igreja no Parque Nova Brasília e o corpo enterrado no Cemitério Campo da Paz n domingo (12).









