A paciente Martha Tomás Olímpio da Silva, de 56, tem vivido dias difíceis no Hospital Ferreira Machado. Além da falta de infraestrutura permanente ao longo dos anos na unidade de saúde, Martha também enfrenta a via crucis da falta de medicamento específicos para tratar uma trombose que teve após se acidentar de moto.
De acordo com familiares da dona de casa, no dia 16 de julho, ela sofreu acidente de moto no bairro Jardim Carioca. Socorrida para o Hospital Ferreira Machado, ela ficou até o dia 27 do mesmo mês, quando recebeu alta médica e foi para casa. No último domingo (9), porém, ela sentiu fortes dores e precisou ser novamente internada no HFM. Desta vez, entretanto, Martha teve quadro de trombose, precisando de medicamentos específicos para o tratamento. “Ela precisa se tratar com o medicamento Clexane, que o hospital não tem. É um medicamento caro. A caixa custa quase R$ 300 com duas ampolas. Demos um jeito e arrumamos o medicamento, mas fomos impedidas de entregar”, explica a familiar da paciente.
Revoltados com o descaso, alguns parentes de Martha ameaçaram chamar a polícia e a imprensa nesta quarta-feira (11). Após as ameaças, um funcionário pegou o medicamento e entregou ao setor de enfermaria responsável pela ala onde a dona de casa está internada. “É um absurdo. Infelizmente, para conseguir as coisas lá é só assim, Tem várias pessoas agonizando sem medicamentos específicos para tratatamento”, ressalta.
A reportagem do jornal Notícia Urbana entrou em contato com a assessoria da prefeitura para saber se há previsão de chegada dos medicamentos que estão faltando. Em nota, a direção do Hospital Ferreira Machado esclarece que paciente recebeu a medicação ontem, e hoje também segue medicada. Seu quadro foi reavaliado e a mesma seguirá sendo transferida da Unidade de Pacientes Graves para um leito de Clínica Médica.








