Uma agressão ocorrida no Colégio Estadual José do Patrocínio, o CEJOPA, em Campos, mobilizou profissionais da educação e expôs a vulnerabilidade no ambiente escolar. O incidente envolveu uma aluna e a diretora da unidade, motivando uma manifestação em frente à escola na manhã desta quinta-feira (14). De acordo com as educadoras, o episódio teria sido desencadeado por uma crise psíquica da estudante, que possui transtorno do espectro autista (TEA) e transtorno opositor desafiador (TOD).
A menina é assistida por uma abrigo municipal e foi informada sobre a transferência da unidade. Ela se revoltou e começou a golpear a diretora, que levou vários socos e chutes em todo o corpo. A educadora foi socorrida e levada pra o hospital, onde precisou fazer uma tomografia.
A Secretaria de Estado de Educação (Seeduc) se manifestou sobre o ocorrido, enfatizando que não admite qualquer tipo de violência contra os profissionais. O órgão informou que a direção da escola e a Diretoria Regional já relataram o caso às autoridades competentes, incluindo o Conselho Tutelar e o Ministério Público. Paralelamente às medidas disciplinares e legais, a secretaria afirmou que está prestando o apoio necessário à diretora agredida e trabalhando para garantir a segurança nas unidades de ensino.
O protesto realizado pelos profissionais de educação destacou um problema estrutural recorrente na rede estadual: a carência de mediadores escolares. Os manifestantes argumentam que a falta de acompanhamento especializado para alunos com necessidades específicas sobrecarrega a equipe pedagógica e aumenta o risco de situações de crise, como a que resultou na agressão. O sindicato e os professores reforçaram que a integridade física e emocional de todos os trabalhadores deve ser preservada para que a escola continue sendo um espaço de acolhimento e aprendizado.









