A vereadora Thamires Rangel, do PMB, marcou seu retorno à Câmara Municipal de Campos nesta terça-feira (12) ao participar de sua primeira sessão plenária após deixar o cargo que ocupava no governo estadual. Sua atuação ocorreu de maneira remota, mantendo a câmera desligada e sem realizar intervenções orais durante os trabalhos legislativos. A parlamentar reassumiu sua cadeira na Casa após ter sido formalizada sua exoneração da Subsecretaria Estadual do Ambiente e Sustentabilidade, onde atuava desde outubro de 2025, por decisão do desembargador Ricardo Couto.
O retorno da vereadora coincide com um momento conturbado para sua família, ocorrendo no mesmo dia em que seu pai, o deputado estadual Thiago Rangel, foi preso durante a quarta fase da Operação Unha e Carne. Thamires, que fez história nas eleições de 2024 como a vereadora mais jovem do Brasil e a única mulher eleita para o Legislativo de Campos no último pleito, também teve seu nome mencionado nas investigações da Polícia Federal. As autoridades apuram suspeitas de que campanhas eleitorais de 2024, incluindo a dela, teriam sido beneficiadas por recursos de “caixa dois” provenientes da área da Educação do Estado.
Em resposta às citações, a vereadora negou veementemente qualquer irregularidade por meio de nota oficial, sustentando que não existem fatos na investigação que comprovem o uso de recursos não declarados. Thamires ressaltou que todas as suas contas de campanha foram devidamente prestadas e aprovadas pelo Tribunal Regional Eleitoral. Quanto à sua participação virtual na sessão, a Câmara de Campos esclareceu que o uso da modalidade remota é um direito previsto no regimento interno, podendo ser utilizado por qualquer parlamentar conforme a necessidade.










