Por Rafael Khenaifes Abud
O médico pediatra de Campos, que terá a identidade preservada, pode não ter abusado sexualmente da criança, no Hospital Plantadores de Cana, em Campos. O caso ganhou repercussão na sexta-feira (23), no momento em que a mãe da menina registrou o Boletim de Ocorrência na Delegacia de Atendimento à Mulher (DEAM). Após o suposto crime, poderá acontecer uma reviravolta. A reportagem do jornal Notícia Urbana apurou, com pessoas ligadas ao médico, que a história pode não ter sido como a mãe da menina relatou à polícia. Vale ressaltar que não iremos revelar os nomes de nenhum profissional de saúde que falou com o nosso jornalismo e, claro, nem o nome completo do médico, para poupá-los de um julgamento antecipado da opinião pública.
De acordo com um profissional do ciclo do médico apontado como susposto autor do abuso sexual, a mãe da menina se equivocou ao confundir um procedimento médico com uma manobra suspeita de uma ação criminosa. “Ele estava realizando um procedimento de praxe, no momento em que a mãe de repente reprovou o atendimento. As manobras médicas realizadas são base para um completo diagnóstico. Entretanto, devido tudo o que aconteceu na mídia de forma irresponsável, poderá restringir o trabalho do profissional de saúde, por ele ter medo de cumprir apenas com o seu trabalho”, argumentou.
Um outro profissional de saúde próximo ao médico também confirmou que o relato da mãe pode ser inverídico. “O Boletim de Ocorrência, na ocasião, foi feito apenas com o relato da mãe da menina e ventilado pela imprensa local. Não escutaram o médico ou esperaram uma conclusão da Polícia. A investigação do órgão competente é que vai apontar se o caso vai a frente ou não”, explicou.
Perguntado se ele poderia citar os órgãos de imprensa que replicaram a notícia, ele respondeu. “O G1 da Globo daqui da nossa região fez primeiro a matéria, já os outros para fugir da responsabilidade, replicaram. Além da matéria contraditória e incompleta do G1, foi uma tentativa irresponsável dos veículos de fugirem de um possível erro”, revoltado contou.
Já para uma outra pessoa que acompanha o caso, o médico não fugiu, conforme relatou a mãe da criança. “O profissional vem colaborando com as investigações. Se ele tivesse fugido, como explanou essa senhora, nínguem o encontraria. Essa dele fugir pode ser uma possível falha do depoimento da mãe à polícia. E também, como ele abusaria da criança próximo da mãe. Existem falhas no seu relato. Imagina se a moda pega. Todo profissional de saúde ter que trabalhar com medo de um engano”, questionou.
Veja o que disse a mãe:
De acordo com ela, ela precisou socorrer a filha para o setor de pediatria da unidade de saúde após a criança começar a dar febre e sentir dores de garganta. Durante a consulta, o médico teria puxado a filha pelas nádegas e se debruçou por cima dela. Ao ver a cena, a mãe se assustou e pediu para que o médico encerrasse a consulta. Em seguida, ela abriu a porta e gritou por ajuda. Ainda de acordo com a mãe contou à polícia, o médico teria fugido do local.
A Polícia Civil não revelou a linha de investigação, já o hospital informou, por meio de nota, que o suspeito pediu afastamento do quadro de funcionários e do serviço, o que foi prontamente atendido pelo hospital.
Nossa equipe de jornalismo enfatiza que ele pediu afastamento enquanto proceder as investigações, no entanto, ele colabora com o trabalho dos órgãos competentes que apuram o ocorrido. Abalado, ele prefiriu não se manifestar.









