Um levantamento feito pelo jornal O Milênio juntamente com o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), apontou que as unidades prisionais masculinas de Campos ainda estão funcionando com estado de superlotação. Os dados, que são referentes ao início de junho de 2023, apontam que a Casa de Custódia Dalton Crespo de Castro está atualmente com 718 presos, sendo que a unidade tem a capacidade de operar com 500 detentos (144% de ocupação), o que significa que há 218 detentos a mais. Já no Presídio Carlos Tinoco da Fonseca, a situação é mais grave: são 1.362 presos para 842 vagas (162% de ocupação), o que mostra que há 520 pessoas a mais do que a capacidade.
Diante do conteúdo apresentado no levantamento, pode-se concluir que as duas unidades, juntas, têm capacidade para receberem 1.342 presos, enquanto elas recebem o total de 2.080 internos. Cabe ressaltar ainda que as taxas de ocupação identificadas nas duas unidades representam, respectivamente, a 19ª e 15ª maiores taxas de ocupação das 46 unidades prisionais.
A equipe de reportagem do jornal O Milênio entrou em contato com a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária para saber um posicionamento sobre a lotação, mas não houve retorno.
Situação menos pior do que em 2019
Em 2019, a superlotação foi debatida entre autoridades de segurança já que apresentava um cenário bem preocupante. Em setembro daquele ano, o Presídio Carlos Tinoco da Fonseca abrigava 2.028 pessoas, quando a capacidade também era de 842 detentos. Já naquela época, a Casa de Custódia estava com 713 internos.








