O Governo do Estado do Rio de Janeiro não conseguiu selecionar uma empresa para executar o projeto e as obras de recuperação estrutural da Ponte Barcelos Martins, em Campos. A travessia, importante elo entre o Centro da cidade e o subdistrito de Guarus, completou cinco meses de interdição total sem previsão de reabertura.
A tentativa de contratação ocorreu por meio do Procedimento Eletrônico de Dispensa de Licitação (PED) nº 002/2026, realizado pela Secretaria Estadual das Cidades no dia 22 de julho. No entanto, nenhuma das empresas participantes foi habilitada para a execução dos serviços. Diante do impasse, o governo informou que marcará uma nova data para tentar formalizar o contrato emergencial, orçado em R$ 4.009.283,43, valor que já inclui a elaboração do projeto executivo e a execução do reforço estrutural, com licença ambiental já concedida pelo Inea.
A estrutura foi bloqueada em 28 de fevereiro de 2026, após uma vistoria técnica constatar o recalque em um dos pilares de sustentação, causado pelo forte volume de água durante a cheia do Rio Paraíba do Sul. A interdição afeta diretamente a rotina de centenas de moradores que usavam a ponte diariamente a pé, de bicicleta ou de moto. Atualmente, a recomendação para quem precisa fazer a travessia é utilizar rotas alternativas pelas pontes Saturnino de Brito (Lapa), Alair Ferreira ou General Dutra.
Enquanto o Poder Executivo estadual reorganiza o certame, a Defesa Civil de Campos firmou uma cooperação técnica com pesquisadores de Engenharia Civil da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF). O município está oferecendo embarcações e suporte logístico para que os professores e alunos realizem inspeções na parte inferior da estrutura, em troca do compartilhamento dos estudos e relatórios científicos sobre as condições reais do monumento.









