O cenário político em Campos sofreu uma forte movimentação após o prefeito Frederico Paes publicar mais de 70 exonerações no suplemento do Diário Oficial. As dispensas de cargos comissionados concentraram-se principalmente na Fundação Municipal da Infância e Juventude (FMIJ), na Fundação Municipal de Saúde e na Empresa Municipal de Habitação (EMHAB). Parte significativa dessas demissões atingiu diretamente cargos de confiança indicados pelo vereador Leon Gomes (PDT), o que acabou por selar a sua saída da base governista na Câmara Municipal, grupo que ele integrava desde 2021.
O estopim para o rompimento é o desenho eleitoral para o pleito de outubro. Leon Gomes mantém firme sua pré-candidatura a deputado federal, cargo que disputará contra o ex-prefeito Wladimir Garotinho (PL). A diretriz do governo municipal é centralizar o apoio em Wladimir para a Câmara Federal e em Thiago Virgílio para a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Diante dessa configuração, a manutenção do projeto de Leon gerou o seu afastamento definitivo. O parlamentar declarou que as exonerações unilaterais deixaram claro que ele foi retirado do grupo, manifestando profunda insatisfação ao afirmar que se trata de uma decisão pautada por ego e que a gratidão mútua foi rompida após seis anos de lealdade.
A partir de agora, Leon Gomes passa a integrar a bancada independente na Câmara de Vereadores. Além disso, os bastidores políticos indicam que as demissões ocorridas na EMHAB também guardam relação com pressões internas sobre outros parlamentares, especificamente ligadas à manutenção da pré-candidatura de Marquinho do Transporte a deputado estadual, sinalizando que o governo municipal está cobrando alinhamento total de seus aliados para a corrida eleitoral que se aproxima.










