Em um período em que a sustentabilidade fiscal se torna um luxo para muitos municípios brasileiros, Campos emerge como um exemplo de transformação e resiliência. Essa ascensão de Campos, não foi apenas um fenômeno isolado, mas o resultado de uma série de estratégias fiscais e administrativas que merecem ser examinadas mais detalhadamente.
O índice FIRJAN de Gestão Fiscal (IFGF) é composto pelos indicadores de “Autonomia”, “Gastos com Pessoal”, “Liquidez” e “Investimentos”. De acordo com o órgao, o índice é categorizado em quatro níveis: “Crítica” para valores abaixo de 0,4, “Dificuldade” para resultados entre 0,4 e 0,6, “Boa” para valores entre 0,6 e 0,8, e “Excelência” para valores acima de 0,8.
Em 2020, Campos ocupava a 4.724ª posição no ranking nacional e a 73ª no estadual, com um IFGF geral de apenas 0,2547. No entanto, esse cenário mudou drasticamente nos anos subsequentes. Em 2022, o município continuou sua ascensão, alcançando a 2.288ª posição no ranking nacional e a 23ª no estadual, com um IFGF de 0,683, ainda acima da média nacional que foi de 0,6250, também segundo dados da FIRJAN. Se analisados por um prisma das magnitudes, a ascensão de Campos em apenas três anos é no mínimo impactante. O IFGF do município cresceu 168,16% no período, a cidade galgou 2.436 (dois mil quatrocentos e trinta e seis) posições em âmbito nacional e 50 (cinquenta) posições no estado do Rio de Janeiro.
Ainda de acordo com o Firjan, é crucial situar essa melhoria no contexto do Norte Fluminense. Enquanto Macaé liderou o ranking em 2021 e 2022, cidades como São Fidélis experimentaram uma queda, registrando o índice mais baixo da região em 2022, com 0.447. São João da Barra, que ocupava a primeira posição em 2020, foi superada por Campos em 2022. Comparado com outros municípios da região, Campos demonstra um ímpeto singular na melhoria da gestão fiscal. Por exemplo, enquanto São Fidélis experimentou uma queda, passando da 65ª posição estadual em 2020 para a 73ª em 2022, Campos avançou significativamente, do 73º lugar estadual para o 23º no mesmo período.
Cardoso Moreira, outro município da região, também viu uma queda em seu ranking, passando da 51ª posição estadual em 2020 para 64ª em 2022. Em contraste, Campos subiu 50 posições no ranking estadual.
Macaé, apesar de ter mantido um desempenho forte, não conseguiu superar o crescimento acelerado de Campos em termos de ranking. Macaé foi da 10ª posição estadual em 2020 para a 3ª em 2022, mas Campos saltou 50 posições, uma melhoria mais acentuada.
São João da Barra, que outrora liderava a região em 2020, foi superado por Campos em 2022. O município caiu da 7ª para a 24ª posição no ranking estadual, enquanto Campos ascendeu para a 23ª posição, ultrapassando São João da Barra.
São Francisco de Itabapoana melhorou marginalmente, indo da 68ª posição estadual para a 59ª, mas não conseguiu acompanhar o ritmo de Campos.
É evidente que Campos não apenas melhorou seu próprio desempenho em termos absolutos, mas também em relação aos municípios vizinhos. Mesmo em um contexto regional desafiador, Campos dos Goytacazes se destaca como um modelo de gestão fiscal eficaz.
Campos dos Goytacazes se destaca consideravelmente quando comparado com cidades de tamanho similar, como São João de Meriti, Belford Roxo e Niterói. Sua trajetória no IFGF é notável, demonstrando uma gestão fiscal em ascensão. Em 2022, Campos alcançou um IFGF de 0,683, superando a média nacional e subindo 50 posições no ranking estadual, chegando à 23ª posição.
Em contraste, São João de Meriti enfrenta sérias dificuldades, com um IFGF de apenas 0,190 em 2022. Este município viu seu índice despencar, o que o coloca em uma posição precária em termos de gestão fiscal. Comparativamente, Campos está em uma trajetória completamente diferente, melhorando de forma constante seu desempenho fiscal.
Belford Roxo, que tinha um IFGF razoável de 0,781 em 2021, também experimentou uma queda, atingindo 0,656 em 2022 e caindo do 10º para o 32º lugar no ranking estadual. Em contrapartida, Campos manteve uma evolução positiva, tanto em termos de índice quanto de ranking.
Niterói, por sua vez, tem um desempenho excepcional, mantendo-se no topo do ranking estadual. No entanto, é importante notar que, embora Campos não tenha atingido esse nível de excelência, sua taxa de melhoria é impressionante e digna de destaque.
Em resumo, Campos não apenas se sobressai em seu contexto regional, mas também mostra sinais encorajadores de boa gestão fiscal quando comparado a cidades de tamanho similar. Essa trajetória sugere que Campos está em um caminho sustentável de melhorias, diferenciando-se positivamente em um cenário frequentemente marcado por dificuldades fiscais.








