Em maio deste ano, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, o Caged, apontou que Campos teve aumento no número de empregos formais. Naquela ocasião, o resultado foi constatado a partir da comparação com o último trimestre de 2020 e, também, de 2019, antes da pandemia da Covid-19. Apesar dos números animadores do Caged, a cidade parece não vivenciar esses indicativos.
A jovem Yasmin de Souza, de 18 anos, que vende doces em um semáforo na rua João Maria, conta que ela e a irmã começaram a fazer doces para vender nos sinais após os pais perderem o emprego. “Eles sempre trabalharam, mas, com o agravamento da crise provocada pela pandemia, perderam os empregos. Por isso, eu e minhã irmã começamos a trabalhar vendendo doces”, explicou a menina.
O também jovem André Vieira, de 25 anos e morador do Parque California, conta que perdeu o emprego que tinha há cerca de 3 anos em uma oficina da cidade, após os donos não conseguirem mais manter o estabelecimento aberto. “Fui mandado embora junto com outras quatro pessoas: três mecânicos e um auxiiliar de serviços gerais”, conta o rapaz, que trabalhava como soldador.
Tendo que se virar, André diz que para manter as contas em dia tem recolhido papelão e outros materiais de reciclagem. “Tenho curso de soldador, mas, infelizmente, a cidade não tem oportunidade de trabalho. Assim, fui obrigado a catar papelão e lata para sobreviver”, ressalta.
A reportagem do jornal Notícia Urbana fez contato com a assessoria da Prefeitura de Campos para saber de que forma o poder público tem contribuído para geração de emprego na cidade. Em nota, a prefeitura informou que a queda da oferta de empregos para mão-de-obra qualificada é um problema nacional em decorrência da pandemia. Em Campos, a Prefeitura tem apoiado a instalação de novas empresas, estimulado o empreendedor local por meio do Espaço do Empreendedor, que este ano prestou 2.200 atendimentos; intermediado contratações por meio da Subsecretaria de Qualificação Emprego, que encaminhou 2.527 currículos para o mercado de trabalho e, garantido o salário do funcionalismo em dia, inclusive pagando os salários de dezembro e o 13º da gestão anterior, o que inseriu em seis meses mais de R$ 580 milhões para movimentar a economia local, garantindo assim o emprego de centenas de pessoas no comércio.
Além disso, o Fundecam tem dado suporte para fomento do microempreendedorismo, disponibilizando recursos para investimentos e para capital de giro, com condições especiais. Este é um Programa de Fomento que contribui para gerar empregos e renda, desempenhando papel importante na economia.









