O Gabinete de Crise e Combate à Covid-19, em reunião nesta segunda-feira (06), optou pelo estado de prudência quanto ao avanço da variante Ômicron, confirmando a decisão do município de não realizar eventos oficiais de Réveillon, promovendo apenas queima simbólica de fogos.
Em 30 de novembro, por decisão do Prefeito Wladimir, Campos foi a primeira cidade da região a suspender eventos oficiais de Réveillon. No encontro foi mantida a Fase Branca e reforçada a necessidade de aplicação de medidas de distanciamento social, uso de máscaras, aceleração da vacinação e testagem em massa.
Na reunião, Wladimir Garotinho destacou: “Fomos a primeira cidade da região e depois outras cidades passaram a anunciar a suspensão. A gente está preocupado e em alerta com essa nova variante que se mostra muito mais transmissível. Vamos seguir todas as recomendações que a nossa equipe técnica e a Ciência recomendarem. A Ciência não é para atender lado A ou lado B, mas para orientar o gestor sobre que caminhos seguir”, disse.
O prefeito anunciou que, em princípio, a programação de verão vai se concentrar em eventos esportivos e culturais ao ar livre. “A gente não pode imaginar que a liberdade que todos nós queremos pode ser confundida com o caos e o desespero que vivemos há bem pouco tempo. No início de nossa gestão não tínhamos leitos, como comprar medicamentos”, complementou o prefeito, lembrando dos piores momentos da pandemia, com a primeira onda em janeiro e a segunda onda em março e abril deste ano.
Participaram ainda do Gabinete de Crise, o Secretário Municipal de Saúde, Paulo Hirano; o Subsecretário de Atenção Básica, Vigilância e Promoção de Saúde, Charbel Kury; a superintendente da Vigilância Sanitária, Vera Cardoso; o Subchefe do Gabinete do Vice-Prefeito, Sérgio Cunha; o Subprocurador Geral Gabriel Rangel; o Procurador Leonam Rodrigues; a promotora pública Maristela Naurath; o presidente da Associação Comercial e Industrial de Campos, Leonardo Abreu; Alfredo Dieguez, diretor da Câmara de Dirigentes Lojistas de Campos; entre outros da sociedade civil organizada.
A promotora Maristela Naurath, citou que “o MP está tranquilo com as acertadas decisões da gestão”: “Quando o gestor toma decisões baseadas na Ciência, o Ministério Público não precisa intervir e isso nos deixa tranquilos”. E reforçou: “A única forma é de se combater essa pandemia é a que os especialistas nos informam: vacinação, uso de máscaras, evitar aglomerações. Eu cortei até as relações com pessoas que são anti-vax (anti-vacina), para não me expor e à minha família. Hoje é dever do cidadão se vacinar, proteger a sua família e a sociedade também”, completou.








