Um verdadeiro inferno. Assim pôde ser definido a comemoração do título do Flamengo na noite deste sábado (29), na Avenida Pelinca. E teve de tudo no purgatório: assassinados, feridos, pisoteados, moto roubada e até sexo explícito na Rua Marquês de Erval, região onde o tumulto perderou até a PM intervir e acabar com a festa.
De acordo com a Polícia Civil, os espisódios mais graves foram mesmo os tiros que resultaram na morte de Myrelle Sophia Santiago, de apenas 12 anos, e do mineiro Marcelo Caetano de Andrade, de 37 anos. Esse morreu na hora. Já a menina ainda chegou a ser socorrida com vida, mas morreu instantes depois de dar entrada no Hospital Ferreira Machado.
Segundo fontes da polícia, por enquanto, há duas linhas de investigação. Myrelle e Marcelo foram seriam vítimas de bala perdida ou, de fato, eles eram os alvos. Uma terceira pessoa também foi baleada e socorrida para o HFM, onde está internada em estado grave. A polícia aguarda uma possível melhora dele para que possa ser ouvido.
Neste domingo (30), um dia após o furdunço, a polícia teve acesso a imagens do circuito de monitoramento de câmeras de estabelecimentos comerciais, onde tentará identificar os suspeitos.
Os corpos foram levados para o Instituto Médico Legal (IML) de Campos e deverão ser enterrados nesta segunda-feira (31). No caso de Marcelo, a expectativa é de que o corpo seja levado para a cidade natal dele em Minas Gerais.
Natural de Campos, Myrelle era aluna do 6º ano do Externato Brasil, em Guarus. Em nota, a escola lamentou a morte precoce da garota. “É com grande tristeza que informamos a morte de Myrelle Sophia. O Externato Brasil, neste momento de dor, se solidariza com familiares e amigas da nossa querida e expressa as mais sinceras condolências”.
Já Mercelo, é tido como um cara tranquilo, caseiro e sem envolvimento com nada de errado. Ele não tinha antecedentes criminais.









