A engenheira Letycia Peixoto, que estava grávida de 8 meses e foi morta a tiros no último dia 2, no Parque Aurora, trocou mensagens com o professor Diogo Viola Nadai, suposto pai do filho Hugo e que foi preso pelo crime no último dia 7. De acordo com as investigações, a jovem mandou mensagem de áudio para o companheiro: “estou de olho no senhor, mocinho”. Um minuto depois, com uma foto do painel do seu carro e a legenda, Diogo respondeu: “Indo para sala agora”. Ele se referia a uma aula que daria naquela noite no Instituto Federal Fluminense (IFF), onde trabalhava. Às 20h58, Letycia foi morta a tiros.
Após a morte da jovem, o IFF suspendeu o salário de quase R$ 20 mil de Diogo.
A delegada responsável pelo caso, Nathália Patrão, disse que as investigações mostram que Diogo tentou criar um álibe, indo para o Instituto Federal Fluminense em dias e horários que ele não tinha a obrigação de estar lá. Com um comportamento no mínimo diferente do habitual, as provas se tornam cada dia mais evidentes de que Nadai foi o responsável por mandar matar Letycia.
Em depoimento, Cintia, mãe da vítima, contou que Diogo foi carinhoso com a vítima no dia do crime. “Na quinta, ela que acordou o Diogo e ele foi até a geladeira, pegou o bolo que estava no pote e quis dar um pedaço na boca dela. Ela disse que não queria, ele insistiu e ela aceitou. Depois, ele pegou outro pedaço e insistiu novamente para ela comer: ‘esse é do Hugo’, disse ele. Só no terceiro pedaço que ele foi comer”, relata.
A delegada também comentou sobre como as testemunhas ouvidas relataram como foi o comportamento do professor no dia em que aconteceu o assassinato: “No dia do crime ele chegou atrasado, não demonstrou abalo emocional, pegou a chave no armário e estava apressado para sair”, comentou.
Além do professor, outras quatro pessoas estão presas. A ocorrência segue sendo investigada na Delegacia do Centro de Campos.









