O comandante da Guarda Municipal de Campos, Wellington Levino, apareceu envolvido em um suposto esquema de “rachadinha” dentro da instituição. A denúncia é baseada nos relatos feitos pelo GCM com iniciais R. V., que foi convocado pela Procuradoria do município de Campos para responder a um Processo Administrativo, em decorrência das sucessivas faltas ao serviço.
O jornal Notícia urbana apurou que, na ocasião, o servidor em questão, ciente da sua provável exoneração, alegou que devido a uma outra ocupação que ele mantém como fonte de renda, tinha firmado um acordo com o comando da Guarda Civil Municipal, Wellington Levino, para não trabalhar e pagar o seu salário aos envolvidos no esquema, inclusive o próprio comandante, o que não é permitido pela da instituição e está vedado pelo estatuto do servidor público municipal, o que configura crime.
De acordo com a denúncia, o prejuízo ao erário público beira os R$ 70.000,00 (setenta mil reais) anuais, porque o ponto dele era enviado pra folha de pagamento da prefeitura com acréscimos de horas extras também não trabalhadas pelo servidor.
Além do Comandante Levino, o servidor informou que o esquema iniciou ainda no comando do Major da PM, F. Melo, em 2013, e perdurou até o ano de 2020.
Levino foi o primeiro servidor de carreira a comandar a instituição em setembro de 2014 e, posteriormente, concorreu ao cargo de Vereador, em 2016, no qual acabou não sendo eleito, mas foi investigado pela polícia federal e MPRJ, no esquema de corrupção que envolvia a compra de votos conhecido na época como Operação Chequinho.
O caso do GCM R. V. foi denunciado também ao MPRJ. O inquérito civil público (ICP), está sob a responsabilidade da promotora de justiça Maristela Naurath. O jornal Notícia Urbana entrou em contato com a assessoria da prefeitura e aguarda posicionamento.
Por meio de nota, a prefeitura informou que “toda denúncia envolvendo servidores do Município é avaliada e, após ofertar contraditório e ampla defesa conforme prevê a Legislação, se houver comprovação da denúncia, serão adotadas as medidas cabíveis”.









