Nesta semana foi realizada a reunião do G20, que reúne as vinte maiores economias do mundo. Os encontros foram iniciados em 1999 e reúnem os líderes da África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, França, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Reino Unido, Rússia, Turquia e a União Europeia. Além dessas nações, alguns países foram convidados. Também participam representantes das Nações Unidas (ONU), do Fundo Monetário Internacional (FMI), do Banco Mundial, da Organização Mundial do Comércio (OMC), o Financial Stability Board (FSB), o Organização Mundial do Trabalho e a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
Foram discutidas temas de relevância mundial como: Meio-ambiente: Apesar de ser um meeting econômico, os temas relacionados ao meio-ambiente devem roubar a cena. Isso porque essa será a primeira vez que um encontro do G20 começará com quatro grandes pactos pela preservação da natureza e pela redução da emissão de poluentes já assinados. Retomada do crescimento mundial: Apesar de estimativas do FMI de que a economia global crescerá cerca de 3% em 2016, a retomada econômica em várias partes do globo está seriamente ameaçada.
Imigração: A crise imigratória que atinge a Europa e a Turquia afeta, diretamente, o equilíbrio da economia é abalado. Por um lado, muitos países veem sua economia enfraquecer pela falta de mão de obra, por outro, as nações que recebem os estrangeiros aumentam seus gastos.
Guerras e terrorismo: Se as guerras movimentam a economia bélica, também provocam investimentos de bilhões e bilhões de dólares em nações conflituosas. Além disso, o custo humano é extremamente elevado.
Combate à corrupção: Desde que assumiu o poder, o presidente da China, Xi Jinping, vem fazendo um forte combate à corrupção em seu país. Seja dentro das estruturas estatais ou contra políticos que já deixaram seus cargos, o mandatário está fazendo uma “limpeza” após dezenas de denúncia.
Brexit e Livre-comércio: No primeiro grande encontro mundial após a decisão do Reino Unido em deixar a União Europeia, o chamado “Brexit”, o tema de livre-comércio será debatido de maneira mais intensa. De acordo com estudos do Comitê de Pesquisa Econômica do próprio G20, nos últimos oito meses, os governos que participam da reunião implementaram cerca de 350 medidas de proteção de mercados.
O presidente Jair Bolsonaro participou da reunião de líderes do G20 neste sábado (30), em Roma. Em seu discurso e em declarações durante o evento, Bolsonaro deu ênfase ao avanço da vacinação no Brasil e à recuperação econômica do País “O Brasil se comprometeu com um programa extensivo e eficiente de vacinação, em paralelo a uma agenda de auxílio emergencial e preservação do emprego para a proteção dos mais vulneráveis. Estamos igualmente comprometidos com uma agenda de reformas estruturantes, essenciais para uma retomada econômica sustentada”, disse durante o seu discurso para os líderes do G20.
O presidente destacou que mais da metade da população brasileira “já está plenamente imunizada de forma voluntária” e que “mais de 94% da população adulta já recebeu pelo menos uma dose da vacina”. “Ao todo, aplicamos mais de 260 milhões de doses, das quais mais de 140 milhões foram produzidas em território nacional”, afirmou Bolsonaro também exaltou o acordo concluído em julho pelo G20 e por outros países sobre tributação internacional, dizendo que se trata de “uma contribuição significativa para a sustentabilidade fiscal e econômica”. Esse acordo prevê um imposto mínimo de 15% para empresas multinacionais e teve a adesão de 130 países e jurisdições dos 139 que fazem parte do chamado marco inclusivo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).Em uma entrevista na saída do evento, o presidente brasileiro explicou que quis falar da situação econômica do País em seu discurso porque “o Brasil está indo muito bem na recuperação da economia” e “fez o dever de casa” em sua estratégia de retomada.
Fontes : Gazeta Brasil , PORTAL R7.

*Alexandre Manske tem formação superior em processos gerenciais, é estudante de pós-graduação em ciências políticas e é técnico em planejamento integrado












