Logo no início do debate, os organizadores e internautas ficaram surpresos por não conseguirem acessar a página da Carjopa no Facebook. De acordo com os organizadores, a página fora hackeada. Com alguns minutos de atraso, o primeiro debate para prefeito em Campos começou com o prefeito e candidato a reeleição em Campos, Rafael Diniz (Cidadania), falando do transporte público, em pergunta feita pela própria instituição. Rafael respondeu, mas não perdeu a chance de criticar a ausência de Wladimir (PSD) e Caio Vianna (PDT), que não compareceram ao debate.
O mesmo fez o candidato Roberto Henriques, do PC do B, que denominou como “preposto” Wladimir, Caio Vianna e Bruno Calil, já que todos eles representam alguém ineligível e, segundo Henriques, por isso concorrem a eleição.
Sem Wladimir, o mediador do debate, o jornalista Robson Almeida, esclareceu que a argumentação dada pelo deputado para não comparecer ao debate. De acordo com Robson Almeida, Wladimir justificou a ausência dizendo que estaria em Brasília nesta terça, em reunião com o ministro Luiz Fux, e por isso não poderia se fazer presente. A reunião, porém, já havia sido cancelada desde a semana passada, conforme noticiado em rede nacional.
Acostumado a quase sempre chegar atrasado as carreatas e outros compromissos oficiais, Caio Vianna, do PDT, não falhou também no debate da Carjopa. Mesmo confirmando presença, ele não foi e, segundo mediador, a exemplo do candidato Wladimir, apresentou uma desculpa no mínimo estranha. Ele afirmou que não iria porque a candidatura de Lesley Beethoven foi indeferida, sugerindo que seria uma espécie de concorrência desleal.
A ausência do Dr. Bruno Calil, que teve material de campanha com supostas irregularidades apreendida pelo TRE nesta segunda-feira, também foi notada. O mediador Robson Almeida, mais uma vez, voltou a ressaltar a ausência e desconsideração do candidato. “O candidato Bruno Calil informou, por e-mail, que não viria porque teria compromisso com os eleitores dele. Mas aqui no debate ele iria se dirigir diretamente aos eleitores dele”, ironizou o mediador.
Presente ao debate, o prefeitável Alexandre Tadeu Tô Contigo, do Republicanos, também não enconomizou nas críticas. “Esse debate seria muito mais rico se três candidatos não se acovardassem e estivessem aqui. É uma falta de respeito não só com a gente, mas com você que está em casa”, disse Tadeu.
Após as inúmeras críticas aos ausentes, o debate, enfim, teve início e os candidatos puderam responder perguntas elaboradas pela administração da Carjopa e perguntas diretas entre eles. Temas como transporte, saúde, emprego e outros compuseram as pautas. Entre as típicas trocas de farpas, as que mais se destacaram foi a do candidato Alexandre Tadeu Tô Contigo com Rafael Diniz. Tô Contigo perguntou a Diniz o porquê ele não colocou em prática, como prefeito, projetos que os dois votaram juntos na Câmara enquanto eram vereadores. “Sem hesitar, Rafael Diniz disse que a grave crise financeira que Campos vivencia impossibilitou de colocar muita coisa em prática.
Outro momento de destaque foi quando o candidato Roberto Henriques perguntou ao candidato Jonatan Paes, do PMB, o porquê ele queria ser prefeito sendo tão jovem. Henriques usou o exemplo de Rafael Diniz, com um secretariado novo e inexperiente, que não deu certo. Jonatan respondeu dizendo que é um entusiasta dos mais experientes na política e citou o exemplo do candidato a vice dele, que foi escolhido exatamente pela experiência.
Em seguida, Rafael Diniz e Alexandre Tadeu Tô Contigo voltaram a protagonizar troca de farpas. Diniz começou a pergunta dizendo que gostaria de fazê-la para Caio Vianna, que estaria, segundo Rafael, jogando vídeo-game e por isso não teria ido ao debate.
Por fim, já lá para meia noite, todos os candidatos presentes fizeram as considerações finais e o primeiro debate dos candidatos a prefeito de Campos foi encerrado.








