domingo, 15 março, 2026

Banco Master: Daniel Vorcaro é preso novamente em São Paulo – Jovem Pan

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Banqueiro foi detido na terceira fase da Operação Compliance Zero, que apura suposto esquema bilionário de fraudes e resultou em bloqueio de até R$ 22 bilhões em bens por ordem do STF

  • Por Igor Damasceno e Victor Trovão
  • 04/03/2026 07h39 – Atualizado em 04/03/2026 08h38

Divulgação/Banco Master

Daniel Vorcaro, presidente do Banco Master

Ao todo, estão sendo cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e 15 mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo e Minas Gerais.

O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, voltou a ser preso nesta quarta-feira (4), em São Paulo, durante nova fase de uma investigação que apura um suposto esquema bilionário de fraudes financeiras.

A Polícia Federal deflagrou a terceira fase da Operação Compliance Zero, que investiga a possível prática de crimes como ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos, supostamente cometidos por uma organização criminosa.

Confirmado pela reportagem da Jovem Pan, o banqueiro foi levado, após a prisão, à Superintendência da Polícia Federal em São Paulo.

O cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel, também é alvo de mandado de prisão, mas ainda não foi localizado pelos agentes da PF.

Ao todo, estão sendo cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e 15 mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo e Minas Gerais. As ordens foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal.

Segundo a PF, as investigações contaram com o apoio do Banco Central do Brasil, que auxiliou na análise de movimentações financeiras e estruturas societárias ligadas ao grupo investigado.

Além das prisões e buscas, a Justiça determinou o afastamento de investigados de cargos públicos e o sequestro e bloqueio de bens que podem chegar a R$ 22 bilhões. A medida tem como objetivo interromper a movimentação de ativos vinculados ao grupo e preservar valores que possam ter relação com as práticas ilícitas apuradas.

Vorcaro aguardava para depor na CPI do Crime Organizado nesta quarta-feira (4), a partir das 9h.

 

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Caso Master

As liquidações do Banco Master, decretada pelo Banco Central em novembro de 2025, e da gestora de investimentos Reag, na quinta-feira (15), revelaram um dos episódios mais graves do sistema financeiro brasileiro.

O caso envolve suspeitas de fraudes bilionárias, uso de fundos de investimento para ocultar prejuízos, tentativas de socorro via banco público e tensões entre o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Tribunal de Contas da União (TCU) com o BC e a Polícia Federal (PF).

“A decretação do regime especial nas instituições foi motivada pela grave crise de liquidez do conglomerado Master e pelo comprometimento significativo da sua situação econômico-financeira, bem como por graves violações às normas que regem a atividade das instituições integrantes do SFN”, informou o BC em nota na época.

De forma extrajudicial, foram liquidados o Banco Master S/A, do Banco Master de Investimento S/A, do Banco Letsbank S/A, e da Master S/A Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários.

O processo de liquidação do Banco Master foi acompanhada da Operação Compliance Zero, deflagrada pela PF para combater a emissão de títulos de crédito falsos por instituições financeiras que integram o Sistema Financeiro Nacional (SFN).

Como resultado, no dia 17 de novembro, o dono do Master, Daniel Vorcaro, foi preso. Depois, ele foi solto com uso de tornozeleira eletrônica.

 

 

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